O vento passa como uma pétala de rosa... uma flor que desponta do tempo que vai de mim. Num cantinho de encantar onde abraço o pensamento. Hoje sei de cor a boneca que dança no espelho... hoje cantamos juntas uma amizade das histórias de bailados. A fita que nos une canta um rosa de conversas em bem, de ser porque se é verdadeiramente. Num cantinho colorido a boneca feita mulher ainda criança deita-se no colo das boas conversas e fica aqui a ouvir as gargalhadas de ser por ser simplesmente. A boneca de trapos, de vestido de princesa... beija-te o olhar só porque existes, dança os segredos de te ter no peito e de cantar as pétalas de uma flor que vai colhendo de si. O vento canta baixinho... num cantinho sagrado grava as pegadas de um laço colorido de criança inocente num baloiço de seres que se cruzam em baladas de ser maior.
7/08/2007
6/13/2007
Uma voz tremula... do outro lado o amor grande. Porque amar é o estado de alma maior que todas as coisas e, porque num teu olhar me vagueia a paz. Hoje queria ser muito pequenina e andar pela mão a descobrir o mundo... queria o colo de quem me quer ensinar as cores. Quando pensamos como é bom ser pequeninos crescemos mais um bocadinho. Hoje a água que me lava o rosto é a das botas de borracha a chapinhar na água. Hoje imagino estórias de encantar. Hoje a voz trémula que falou um tempinho com ele ganhou uma força de quem quer agarrar o mundo. Hoje os olhos que se partilharam com ela foram as mãos dadas a passear. E porque há um amor que aprendemos, todos os dias, a amar mais... hoje apetece-me muito sorrir porque ele e ela, todos os dias, me ensinam a viver outra vez e, porque a vida que me deram cresce, cada vez mais, nos passos que me ensinaram.
Amor (de todas as maneiras... esta a mais serena e que merece hoje, todos os dias, o meu sorriso)
3/09/2007
Deixa-te ficar, mundo, longe de mim... magoas-me a pele... deixa-me estar no meu espacinho de cristal. Não quero nada de ti... quero estar aqui. Um balão a flutuar no lugar dos pinguins... passadas leves de amor, de pressa... fome de um tempo maior. Deixa-me ficar a mergulhar... deixa-me crescer para ter um dia as penas que aquecem, nos aquecem. Deixa-te ficar, mundo, longe de mim... magoas-me o olhar quando me atropelas ao passar a rua. Deixa-me ficar na cama inventada a sorrir de prazer... deixa-me ficar a amar o meu cantinho de neve fofa. Ser mais um bocadinho de mim sem nódoas de ti, oh mundo que passa... deixa-me ficar num pijama ao lado de mim... a olhar com o coração quente.
3/07/2007
Vem um vento de maldade que te quer arrancar a alma... passa, rápido e malvado... lágrimas tristes que não podes mudar, um veneno qualquer que te sufoca a respiração. O estômago que se enrola, as palavras travadas em lágrimas gritantes... vem a maldade corroer as entranhas. Tropeças em ti, em desencontros que já não queres encontrar... há coisas que se viveram, viveram-se e esquecem-se, outras, agora, vivem-se para sempre. Deixas a alma chorar até que as forças se levem. Olhas o espelho dessa alma onde tens a certeza de quem habita, onde o aqui e agora é para além de tudo, disto ou daquilo. Há muitas paragens, muitos sobressaltos, muitos medos, muitos erros, muitos enganos... a vida é confusa e nela aprendemos a desenbrolhar o nó de nós próprios. Um dia acordas e sabes que já não és aquilo porque outro tanto vive mais, agora, em ti. Um dia acordas e adormeces com um rosto que é teu sendo de outro que é mais do qualquer memória... que és tu também agora. Agora, sem dúvidas, agora, o amor é meu... encontra-se uma vez e levita com cada gota do nosso sangue.
3/02/2007
Contam-se histórias ... hoje mais que ontem, menos que amanhã... de conversas a derreter em morango e chocolate quente em abraços a baunilha... contam-se histórias longe de tudo e de todos... hoje mais que ontem, menos que amanhã. Conto-te as minhas lágrimas (que serão muitas) nestes fracassos de uma escolha qualquer de uma vida que hei-de aprender a ter... lutas injustas de armas que me magoam a mente. Sento-me ali no colo de ti, das receitas a dois, do tempo a pensar sem pressa, a passar depressa por ser tanto e tão pouco. Deixo-me ficar num viver agora quem sou afinal. Por te ter, por me ter finalmente a mim... frágil nas dores das emoções, emocionalmente activa... enrolada no pragmatismo das nossas conversas... nos sonhos de romantismo... nos sonhos de coisas mais... tao mais que ontem, muito menos que amanhã... tão eu, finalmente... em lágrimas perdidas, em sorrisos imensos, num prazer constante... o gelado novo, tricolor.
2/16/2007
2/14/2007
Não tenho palavras para contar... está para além de mim, numa caixinha de bombons... envolve-se em patufas de bébé e delicia as gargalhadas pequeninas. As letras são poucas para te dizer... reorganizam-se e desorganizadas confundem-se nos passos do que não podem dizer. É mais e melhor... tão grande e tão pequena... a palavra... só ela... amor! Deixamo-nos ficar na perplexidade de mim, de não ter mãos para tocar tanto do que nos passa no olhar. É mais que hoje, mais que um dia qualquer, é todos os dias melhor que ontem... é todos os dias o saborear de palavras não ditas... sentidas em pétalas banhadas de mais que tudo.
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